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Antipoético
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20 de maio de 2008
"Eu quero saber como é que funcionas, o que os teus órgãos pensam sobre mim quando tua pele tem a sinapse dos meus dedos. Mostra-me então teu fígado, teu baço cansado, esse pulmão com maços de cigarro, quem sabe uma veiazinha obstruída que eu faço faxina, tiro o pó, a gordura encardida, boto teus rins de molho, que, veja só, depois de tanta batalha, tanto suor e secreção, ainda tenho a sensação de ser uma estranha nesse teu corpo fechado, deixa-me auscultar os teus interiores sem ladainhas, sem frescurinhas, sem monitoração. Para depois, quem sabe, deitarmos juntos, lado a lado e eu ainda te fazer um mimo, te enfiar um cateter que eu conheço como ninguém, porque lá de onde eu venho eles furam a gente inteira, mas aqui não, assim não, é diferente, que esse sangue teu aí que tinge de leve a agulha fina é só para te mostrar que o amor pinica, que faz cosquinha, que não quero mais saber de amor de estetoscópio, de ouvido no peito. Eu preciso te conhecer por dentro. Eu preciso saber aonde eu vou."
(Dona Estultícia - que as nossas enfermidades sejam breves.) posted
by Genivalda
Joga pedra na Geni!
15 de maio de 2008
Tais momentos são o meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade...(C.L.)
Dure o tempo que durar. Acabe amanhã ou nunca. Aposte nesse prazo fatal de validade. Eu não ligo. Nosso momento é agora. posted
by Genivalda
Joga pedra na Geni!
As rugas daqueles olhos são o meu segredo desse ano...
...um ano depois. "Dessa janela sozinha Olhar a cidade me acalma Estrela vulgar a vagar Rio e também posso chorar E também posso chorar Mas tenho os olho tranqüilos De quem sabe seu preço Essa medalha de prata Foi presente de uma amiga..." Gal - Hotel das estrelas. (rá!) posted
by Genivalda
Joga pedra na Geni!
10 horas da manhã, dia do aniversário.
E um buquê de rosas champanhe no pé da cama. :~ posted
by Genivalda
Joga pedra na Geni!
E eu me vi dizendo "menina, te vi pequenininha assim, ó!"
Tempo tempo tempo mano velho. 27 chegou. |