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Antipoético
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31 de março de 2008
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by Genivalda
Joga pedra na Geni!
30 de março de 2008
Quero apertar o botão do CHEGA!
Estender a bandeira do chega-de-maneira-defensiva-de-viver. Tenho saudade da ingenuidade dos sentimentos aos 15. Não existia medo nem pé atrás. Aí gente cresce e vira um amontoado de traumas, neuroses e cicatrizes invisíveis. E transfere essa bagagem para tudo que vive. E já dá errado antes de ter motivo. E já chega ao fim antes de começar. Depois sai atropelando tudo, se fechando mais, construindo uma bolha e morando dentro dela. O ceticismo é a regra. Acreditar, quando muito, só com o tempo e com boas razões. Me faz falta aquela certeza dos sentimentos, aquela convicção, aquela coisa: sou adolescente ainda, não sei nada desses assuntos afetivos, experiências quase zero, mas sei o que eu quero, sei o que eu sinto e pronto. Bate o martelo! Depois falam que os adolescentes são complicados. Não, complicado é ser adulto. Complicado é viver atrás de tantos escudos, subterfúgios, máscaras, auto-proteção exagerada. Com a idade avançando e com a quantidade de histórias mal sucedidas, os anticorpos vão diminuindo. A paciência esgotando. A dificuldade de fazer tudo de novo, de começar de novo, de acreditar de novo é enorme. Tudo bem, é normal que isso aconteça. Deve ser. Mas até que ponto? Até que ponto nossas paranóias são apenas paranóias e até que ponto elas saem do plano imaginário para tomarem lugar no plano real, se juntando às nossas ações e ditando as nossas atitudes? Até o ponto de inventarmos erro onde não tem. Será? E o ser humano é expert em achar chifre em cabeça de cavalo. Eu, particularmente, sou ao cubo. Durmo com um olho fechado e outro aberto. Subo nas nuvens já me preparando para a queda. Eu não vejo príncipe encantado, já vejo o sapo. Acreditar se torna mais difícil à medida que o amadurecimento chega. É tudo tão inversamente proporcional. Estamos carentes de RESET em nossas vidas. Botãozinho de desligar tudo e começar do zero. Da reengenharia emocional. É isso. Vamos entrar na máquina do tempo...De volta aos 15, por favor! [Prometo que hoje, pelo menos hoje, pra mim CHEGA!] posted
by Genivalda
Joga pedra na Geni!
Sentimento maior do mundo. Paixão cruel desenfreada.
Só não sei pra quê que serve. Se um dia serve. . . . . Errei, errei e vou errar de novo. Mês que vem já é logo mais. . . . . Ontem tanto. Hoje já nem sei mais. É quando a importância da pessoa escapole do pensamento da gente por conta própria e eu tô tangendo a tua presença... Por ser sensato. . . . . O mundo anda em círculos. 4 provas vivas disso em uma semaninha de nada sem grandes acontecimentos. Tô teimando em seguir em linha reta... . . . . Hoje vi a importância de guardar bem as segundas opções em gavetas SEM chaves. É tudo tão perto. Se não fosse esse cansaço...ahhh. posted
by Genivalda
Joga pedra na Geni!
24 de março de 2008
" Alguém aí já viu uma taça de vinho dizendo que vai te ligar no outro dia e não liga?
Ou então uma dose de tequila dizendo que é jovem demais pra se envolver? Ou uma latinha de cerveja pedindo um tempo pra decidir se realmente é aquilo que quer? Ou ainda uma dose de after shock dizendo que você é a pessoa certa na hora errada??? Por acaso uma garrafa de vodka já beijou alguém na tua frente??? Ou então você já levou chifre de um litro de whisky?? hein hein hein??? Francamente... Vamos beber!!! Porque namorar ta foda!!! " posted
by Genivalda
Joga pedra na Geni!
Tarde chuvosa, lendo Cartas de Caio F. e ouvindo Madeleine Peyroux.
Isso pode ser meio dangerizante. . . . Não preciso de certezas agora, queria apenas umas possibilidades... Mas parece que tudo vai ser difícil mesmo, a base de muita luta e sangue e suor. Porque sempre foi assim, a vida nunca me deu essas facilidades de cara. E chega numa certa altura que tudo que é difícil começa a perder a graça e o ritmo. A gente vai descartando por aí o que nos passa a exigir tanto. Mas agora virá uma fase de mudanças. Mudança de casa, mudança de vida, mudança de ares. Isso vai ser ótimo para amenizar os pensamentos fixos nas incertezas, e também para o tal começar-de-novo. Pelo menos será uns dias de bagunça e de muito trabalho físico. É a terapia do arrume-uma-trouxa-de-roupa-suja-pra-lavar. Chegará em boa hora. . . . Ando precisando de uma viagem para ontem. Ma$$$ tá complicado, quem sabe Deus dará. posted
by Genivalda
Joga pedra na Geni!
Novela mexicana capítulo 1001.
Paranóia mode on. Não vou me intimidar. Não vou. Dessa vez definitivamente não! posted
by Genivalda
Joga pedra na Geni!
![]() Finalmente MEUUUU! . . . ![]() Dona Estultícia - Que as nossas enfermidades sejam breves posted
by Genivalda
Joga pedra na Geni!
22 de março de 2008
. dia com gosto de infância .
. . . Isso aqui é dela. JOÃO E MARIA Toda vez é assim: pede, ela fica. Diz, ele entende. Toda vez é essa corrente. Que não larga nem desata, parece até prece bem feita, linha que prende na carne como quem desdenha da costura alheia. Dois em tudo, zero infinito, matemática que desobedece a regra lógica, músculo de veias grossas, pés de meias que se perdem, cores diferentes nos pés dos pares imperfeitos. O mundo deles é estreito. E estica feito corda em brincadeira. Derradeira. Como amantes moribundos, que riem alto, sabem tudo. Mas ninguém entende. Dente no dente. É assim que andam juntos, quase um, quase dez, desavergonhados. Escancaram os afetos perdoados. Dançam no meio da rua como se perdessem a compostura, duas pobres criaturas a andar sem paradeiro. Bola do mundo a girar sem eixo. Em desleixo. Andam aos segredos. Curtos nomes que se agregam, sobrenomes que se deixam. Mãos em braile às avessas. Ela abandonou as facas. Ele ganhou três beijos. Ainda são crianças, curtas calças, finos dedos. Saia que levanta sob as nuvens ensolaradas. Não se importam com as risadas, os cochichos, os bocejos. Brincam de espadas que não machucam em nada, é bobeira, é realejo. Fitas que prendem os cabelos. Que já não se penteiam. Abandonaram os espelhos. Sem muletas nem defeitos. Confiam na retina alheia. E caminham como se tudo fosse uma grande brincadeira. De gente grande. E dispara no grande fôlego dos amores que já nascem tortos, que almeja grandes vôos, meio ânsia, meio vômito. Uma ânsia que parece verdade. Que eles chamam de felicidade. E a cidade adormece. Nos pastéis das tintas cores. Na mão do desenhista a achar caminhos paralelos. Mas que insiste na linha que desemboca no infinito. É um risco. Enquanto segura forte a mão dela. Que canta. A melodia que lembra uma cantiga sobre dores e brinquedos. Sobre olhos que se viram inteiros. Só de olhar para ele. Hoje chove sobre alguns canteiros. posted
by Genivalda
Joga pedra na Geni!
17 de março de 2008
De tudo, ficaram 3 coisas:
A certeza de que estamos sempre começando... A certeza de que é preciso continuar... A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos: Fazer da interrupção um novo caminho... Da queda, um passo de dança... Do medo, uma escada... Do sonho, uma ponte... Da procura, um encontro. * valeus! * posted
by Genivalda
Joga pedra na Geni!
14 de março de 2008
Tanta coisa, um sorteve, uma cerveja, mas tinha que ser refrigerante. Mil lugares vendem coca-cola nesse mundo. Um bar talvez? não. Um posto? não. Um supermercado? ótima idéia. Mas qual? Tem tantos. Mas tem que ser aqueeeele, justo aquele. Precisa ser agora, nesse exato momento? pode daqui a cinco minutos não? Pode escolher outra mesa que não essa? Num pode ficar de costas também não? Sei lá, uma mesa mais escondidinha?
Intuição mode-on. Coincidência é o plano que acontece diferente do seu plano, ouvi dizer... Coincidência é aquilo que depois que passa deixa você pensando... E pensando... E pensando.... posted
by Genivalda
Joga pedra na Geni!
Ô roteirista, tu tá querendo me fuder? Show de Trumman com história de Maria do Bairro e coincidências de mocinha-entra-pela-porta-da-frente-e-mocinho-saí-pela-dos-fundos é FODA.
ALGUÉM SUSPENDE A HISTÓRIA!! Boicotem o roteiro, pelamorde! Tá virando filme de suspense lado b. Haja estômago, negada! E tome taquicardia!!! posted
by Genivalda
Joga pedra na Geni!
11 de março de 2008
Foda essa coisa de mania. As manias ficam como lembranças. O jeito de falar, a piadinha de sempre, as gíria, a porcaria da música preferida no som do carro...
Pior são as manias casadas. Sabe manias casadas? Aquela que se inventa em dupla, em grupo. As amigas de colégio e as gírias que você levou pra vida inteira. As amigas de faculdade e as manias que até hoje são tão comuns no dia-a-dia. O cara que você gostava e você, coisas inventadas nas madrugadas de leseiras no telefone. Aí tem as manias da mãe, as frases do melhor amigo, os gestos da irmã mais nova... Só o pai!! Eu trouxe muitooo a máquina. Ai, eu to com aids no pé. Ô rapaz, pia praí! EstRilei. Tá lindRo. Tatá-puta-que-pariu. Zai zomar no zu, zai. Eu fico fora de si, fora de siiii. Zimoooooooooooooone. Bjovaca. Qué issooo...Tá maravilhooooooooso. Fala, garotaaa! Laaaaapa!! E aêêêêêÊêêêê?????????? Tem rapariga em casa??? Tu me busca? Hi, monster! Paciência 'niuuuuuma'! Malacabadaaaaaaaaa! Hope! B-O-M! Carááááleo! Beleuza de creuza. Ô, cidadão! Mas tu é peeeeeeedra! Pelanca, ei pelancaaa... Eu vou bater em você! Alimenta! Todo dia ela faz tudo sempre igual, todo dia ela faz tudo sempre igual, todo dia ela faz tudo sempre igual... As pessoas se vão...as manias não. Às vezes isso é péssimo. posted
by Genivalda
Joga pedra na Geni!
6 de março de 2008
"Ah, por falar em manias, amo amo amo Roberto Carlos. Apesar de não aguentar mais as músicas tipicamente pós-Maria Rita. Faço uma ressalva: acho muito bonita a dor do Rei. Entretanto, não deu boas músicas. Se bem que ele não precisa mais fazer nenhuma música boa na vida, pois as melhores são dele. Amo Roberto - se ele fosse meu amigo, eu o convenceria a cortar o cabelo."
(Fernada Young - Tudo que você não soube) posted
by Genivalda
Joga pedra na Geni!
"Pai, você não sabe, mas eu preferia mil vezes ter ficado olhando para aquele rádio, desligado e encapado, a ter ficado assistindo ao SBT com a mamãe e a mãe dela, também conhecida por minha avó. Ok, estou sendo - como sempre - um pouquinho passional-radical, não era só no SBT que a televisão ficava ligada.
Da Globo, elas gostavam dos programas que mais me pudessem traumatizar. Naquela série sobre o Aleijadinho, elas diziam que o Stênio Garcia, todo torto, era meu namorado. Os Trapalhões foram outros que se revezaram em me namorar, dependia da faceta de minha personalidade que elas pretendiam implicar. Ah, as aberturas do fantástico também me marcaram muito. Aquelas mulheres perfeitas saltitando em chroma-keys e virando com cara de malucas. Estremecia, até na versão infâme que cantavam no colégio: "é fantástico, peru de elástico, boceta de plástico..." Bom, não posso ser ingrata com a Globo como admiti ser com você: foi vendo os Trapalhões que comecei a escutar Chico Buarque. Você deve lembrar de uma cena superengraçada que eles fizeram, com uma música que a Bethânia cantava. Eu sei que você não estava lá, assistindo com a gente, mas vive repetindo, e deve ter visto. Era uma encenação idiota do que a letra dizia, com o Didi vestido de Bethânia, sendo galanteado pelos outros. "O primeiro me chegou como quem vem do florista: trouxe bicho de pelúcia, trouxe um broche de ametista..." Confesso, o Didi de Maria Bethânia foi algo forte demais para mim - naquela idade, naquelas circunstâncias. Eu entendi tudo. Tudo. E, ententendo tudo, comecei imediatamente a sofrer. Piorou muito na seqüência, com a comoção que foi aquele jingle de Natal, do "quero ver você não chorar, não olhar pra trás, não se arrepender do que faz..." Detalhe importante: já estamos em plenos anos 1980 e sempre tinha uma música nova da Bethânia, ou com o próprio Chico cantando, fazendo um puta sucesso. Resultado: meu sofrimento encontrou eco para crescer. Até hoje, nunca tive corage de assistir a um show de nenhum dos dois, pois teriam que me recolher da platéia. Aos prantos descabelados. E tudo começou onde? nos Trapalhões. Por isso que até perdôo a Globo; agora, que o SBT fodeu com a minha fida, ah, isso fodeu. Aquele carnê, com o qual você tinha de estar em dia com a mensalidade. A Porta da Esperança, o Namoro na TV, o Qual é a música, o Show de calouros, as colegas de trabalho, ai, nossa!, esses caras deveriam me pagar uma indenização por perdas e danos." (Fernanda Young - Tudo que você não soube) posted
by Genivalda
Joga pedra na Geni!
3 de março de 2008
N'Zambi no palco, o demônio do meu lado, os pulmões a pleno vapor, a cerveja gelada na mão, o coração inquieto, duvidoso.
Parecia tão em casa, no meu mundo. Mas fui encontrar a paz vendo a cidade iluminada do alto da Sé. posted
by Genivalda
Joga pedra na Geni!
"Coveiros gemem tristes ais
e realejos ancestrais juram que eu não devia mais querer você Os sinos e os clarins rachados zombando tão desafinados querem, eu sei, mas é pecado eu te perder..." posted
by Genivalda
Joga pedra na Geni!
1 de março de 2008
“Lindo esse amor que faz bater o coração
dizer bobagens literárias olho no olho e tanta desilusão esperar por um bom telefonema ter ciúme, raiva e transbordar de paixão perder a fome, roer as unhas e nunca entender o xis da questão. Mas eu prefiro ser feliz, bonitão” (Martha Medeiros) |