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31 de outubro de 2008


Porque o amor é isso. Tem gosto de sal diluído e dá provas de existência nos pêlos da língua, que só quem ama é capaz de perceber. A se esvair em cantinhos secretos, rodopiar nas veias profundas e pedir socorro querendo de fato que o socorro chegue nunca. Besteira!

Eu tenho saliva de sobra, aos montes, aos tantos, aos turbilhoes.

Estou no cio para quem quiser comer, sem que saibam, porém, que é somente isso que vão ter. O resto, a parte toda dessas entranhas - que se revira inteira só de te olhar -, essa a partir de agora é ré confessa de que está te amando com toda a dor nas ancas, com toda a cor que sangra com a alcunha de uma dona, que assina com as próprias unhas qualquer papel em branco.

Dona suja, sujeita disforme, pronta para deferir veredictos, subornar sentimentos alheiros na remenda constante das promiscuidades. Rata de frestas, coisas que não prestam, dona de caixões ilusórios repletos de vermes invisíveis a cortejá-la. Atiradora de pedras, crucificadora de sujeitinhos vis, comedora de verbos intransitivos diretos. Nas víceras. Pobre coitada a devorar ladrilhos, a culturar latrinas, a posar de santa com um prego entre as pernas.

E agora me pego aqui inteira, arrastando-me como uma moleira nesse chão salpicado de tantos vícios. A inclinar meu pescoço para essa tua corda frouxa. Só não a deixes tão solta, que assim eu posso sangrar.

(Dona Estultícia - Que as nossas enfermidades sejam breves.)

posted by Genivalda Joga pedra na Geni!




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