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18 de agosto de 2008


Foi um trauma grande. Ou vários que, menos importantes, ficaram no subconsciente. Agora a capacidade de acreditar é quase zero. Certo que esforço é diário, afinal, não se deve jamais jogar o pacote de experiências passadas e uma carga de frustrações em cima das novas possibilidades e bla bla. Como se tudo pudesse/devesse ser generalizado.

Mas não há muito a fazer. Haveria, sim, conversas para tardes e tardes de divã. Mas agora talvez só a vida mesmo possa trazer de volta aquilo que foi levado quando ruiu o primeiro castelo de areia da beira do mar com aquela imprevisível onda gigante. É possível que um dia toda essa capacidade volte, que haja aquela força dos tempos antigos, que haja vida além e etc. Mas por enquanto eu só sei repetir para mim mesma que me tornei aquilo que sempre desprezei.

De repente, tudo que preguei a vida inteira, que acreditei e defendi com minhas maiores forças, ficaram sem validade alguma. É como passar a vida defendendo os marginalizados e no primeiro assalto a mão armada, ser a favor da pena de morte.

E eu me tornei isso, essa pessoa que, tempos atrás, eu odiaria. Não gostaria de ser minha própria amiga. Me envolvi numa capa de egoísmo que me levou além dos limites. Romper tudo isso agora tá um pouco difícil...E tá mais difícil ainda querer.

Mas 27 anos me deram análises e auto-análises suficientes para saber praticar sozinha. Processo lento. Exige concentração e muito estômago. Mas hei de.

posted by Genivalda Joga pedra na Geni!




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