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Sexta-feira, Setembro 21, 2007


A história se repete mas a força deixa a história mal contada...
posted by Genivalda at 12:35 AM -




Segunda-feira, Setembro 10, 2007


Parte II - Pára-raios de problema alheio

Sabe aquela coisa "pânico de semi-conhecidos?", comigo tá se manifestando o "pânico de problemas de semi-conhecidos", como no post aí abaixo. Já nem atendo telefone da minha casa com medo que seja alguma tia, amiga da mãe, gente de longe, devedor da justiça, pessoa procurando emprego ou alguém que nem me conhece querendo desabafar. Sim, já aconteceu. Aliás, véééeve acontecendo. Agora o telefone toca e vai junto meu grito atende-que-não-é-pra-miiim variando com se-for-pra-mim-eu-não-tô. Pior é quando o celular toca, já me tremo dos pés à cabeça.

E morar em prédio? Conviver com interfone e elevador? Semana passada mal abri a porta, veio uma senhora me implorando para que eu tirasse o dente da neta, assim no cru. Porque a coitada não consegue comer mais, que vive reclamando, que eu podia ajudar, precisava nem de anestesia. As pessoas confundem não-gostar-de-criança com fazer-maldade-com-crianças. Deus me livre, ainda quero freqüentar o limbo, ao menos ter uma chance antes de ir direto pro inferno.

Mas hoje foi o auge. OOO AAAAUGE. Euzinha aqui, desempregada da silva, com a conta bancária piscando em vermelho-neón e me chega um email. Cidadão me enviando currículo para que eu consiga emprego pra ele. Uma coisa é uma vizinha pedir um favor, meio que sem pé nem cabeça e com alto grau de crueldade, sabendo que por profissão, eu poderia fazê-lo. Outra completamente diferente é alguém achar que tem escrito na minha testa: agência de emprego.

O QUE TÁ ACONTECENDO COM TODO MUNDO, HEIN?? UMA CARÊNCIA GENERALIZADA?? FALTA DE OUVIDOS AMBULANTES POR AÍ?? FALTA DE DINHEIRO PARA PAGAR PSICÓLOGO??

Tenho pena mesmo é dos médicos. Vocês sabiam que grande parte das pessoas que freqüentam uma sala de espera não tem doença alguma? Inventam examezinhos de rotina ou uma dor na unha do pé esquerdo para ficar uma tarde inteira ocupando o ouvido dos outros. Matando a carência. Se não fossem por alguns médicos safados que comem as enfermeiras e pacientes nos plantões da vida, eu diria que todos eles mereciam uma canonização.

Aff.

* abuso *
posted by Genivalda at 3:56 PM -





Cada dia que passa cresce a minha certeza de que a ignorância é mesmo uma benção.
E aqui fica meu conselho: jamais queira saber o que, por natureza, você não deveria saber!

posted by Genivalda at 3:42 PM -





Pára-ráios de problema alheio

Sabe aquela coisa "tédio acabou de entrar...e já vem falar comigo"???
O negócio caminha por aí. Ficar online no MSN é coisa que jamais faço nessa vida se eu não tiver um bom motivo para. No máximo um "ausente" estratégico quando existem motivos sub-entendidos. O mais usual é o offline: só falo com quem eu quero.

Mas desde que o mês de setembro chegou, parece que os astros andam em briga. O mês do desgosto (Agosto do Djabo) passou discreto e mandou a urucubaca toda para o próximo. Lá tô eu com meus problemas todos de uma vida, aguentando mais uma tuia de novos, minhas amigas também atoladas nos delas e todo mundo levando como pode. Aí estou eu no (mal)dito MSN numa dessas experiências de status "online" e sobe janelinha "meninaaa, estou com um problemão!". A menina aqui se finge de morta? Não. A pessoa não deixa. Dana-se a falar do mercado de trabalho, da grana que anda curta, da pressão maluca da vida profissional e de como tá se lascando por causa disso. Como se. Tu não é a única, querida! Conto 10 segundos, sobre outra janelinha "Menina, me ajuda: meu namorado acabou de me dar um pé na bunda!". Menina aqui se finge de morta? Não. A pessoa não deixa, continua falando todos e todos os motivos que o cara deu para o fim do relacionamento, das mensagens que ela mandou, das respostas das mensagens que ele mandou e por aí se vai uma vida inteira. A terceira janelinha que subiu, a minha tolerância chegou ao zero kelvin. Offline, já vou tarde!

E o direito de contar seus problemas termina quando começa o direito de paz dos meus ouvidos.

Almoço de família. Oba, vamos nos divertir com a loucura alheia, pensei. Ingênua sou eu! Chega uma maluca de carteirinha no meio do almoço. Rindo muito alto, falando muito alto, chamando atenção de todas as formas que se pode imaginar. Minha pouca experiência já tinha alertado: ou ela se droga ou deve ser um daqueles casos de transtorno bipolar. Euforia e depressão. Não deu outra. Na hora da sobremesa, ela conseguiu reunir todos ao redor dela e começou a contar os seus enormes problemas. E não foi do tipo quem-quiser-que-saia-daqui, rá. Foi do tipo tô-falando-alto-porque-você-aí-tem-que-me-ouvir-e-participar. E 'ai' de quem falasse alguma coisa com a pessoa do lado durante a demonstração teatral dela, de modo que todos tiveram que ficar calados, tal qual uma platéia bem educada. E ela fazia perguntas do tipo "o que você acha disso?", "ei, o que você tá pensando?".

Eu que nunca gostei de chamada oral, num minuto que ela olhou pro lado, fugi pela brecha da porta e fui me juntar ao meu pai que já tinha desaparecido antes. Não contei dez segundos para ter certeza que fiz a coisa certa: ela desandou a chorar muito alto, de uma forma muito histérica. Minha tia com Alzheimer me olha, junta o restinho de consciência que sobrou e "quem é essa louca cantando na cozinha?". Nada não tia, tu num conhece esse povo doido! "Ave, mas essa é doida mermo!".

Mais um pouco, pego no flagra uma prima fugida também, carregando o pai pela mão. Fomos embora, os quatro, na surdina. Só não empurramos o carro até a esquina pra não fazer barulho com o motor (vide A Noviçargh Rebelde) porque imaginamos que não daria tempo da louca vir correndo atrás da gente. E a fofoca-pós ficou por parte das mães, que, coitadas, não conseguiram escapar! E ainda digo mais: todas saíram de lá com uma missão que a doida passou.
posted by Genivalda at 12:10 AM -





(.via mensagem de texto.)


"Oi. Olha só! Seguinte: se tu encontrar com ele por aí, NÃO fale de mim e NEM me conte. A ignorância muitas vezes é uma benção. Bjos e divirta-se!"


.
.
.
24 horas depois:

"Alias, faz melhor: Se encontrar com ele, delumurro no meidacara pra quebrar os dentes da frente e ele nunca mais pegar nega alguma nessa vida. Assumo a responsabilidade. Obrigada!"

A PESSOA ENCONTRA-SE EM PLENO JUÍZO.
posted by Genivalda at 12:04 AM -




Sexta-feira, Setembro 07, 2007


. it didn't have to end this way .




posted by Genivalda at 4:23 PM -




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