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10 de novembro de 2007


"Você vai entrar pela porta que eu deixei entreaberta, há uma hora que não descolo os olhos da luz de neon do hall que se filtra como um prenúncio da tua chegada. Antes de você chegar já chega como uma núvem que vem na frente, antes de você chegar eu ouço tua ansiedade vindo, tua luz, teu som nas ruas, teu coração batendo mais forte porque vai me encontrar...Eu sei que minha presença te fará nervosa, tuas mãos ficam úmidas, sei que você se arrumou melhor para me ver...por isso, teu peito dispara e você vem vindo pela rua sem ar, e você vem e chega e entra quebrando o realismo da sala, quando você entra muda tudo, a casa fica diferente, as cadeiras se movem, os vasos de rosa voam no ar, as mesas rodam, rodam e eu começo a perder o controle da minha solidão...
Você é um ponto de interrogação, uma janela aberta para o ar, um copo de veneno, você é meu medo, o mar fica em ressaca, fico à beira do riso e das lágrimas, perto do contar os segundos da luta, uma multidão de fantasmas de terno e gravata me assiste com o coração sangrando, perco o controle e estamos os dois num barco em alto-mar, à deriva..."


Começa mais ou menos assim o livro. Desconfio que não posso lê-lo agora, nessa pseudo-atual situação.


posted by Genivalda Joga pedra na Geni!




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