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11 de junho de 2007


Ai! Decidi, nessa insônia terrível, me levantar e escrever até meu tarja-preta fazer efeito. Tão fraquinho, meu deus!

Semana dos namorados essa. E acho por bem que eu deveria contar uns causos aqui. O fato é que hoje essa coisa de ser solteira assumida tá incomodando um pouco. Antigamente era motivo de orgulho, mas agora parece que é uma deficiência. 26 anos e solteira? Deve ser complicada, a póbe. Sou. Assumo. Mas minha deficiência veio toda acumulada no lado afetivo da vida. É como ter o dedo mindinho do pé gangrenado.

E como sou solteira e já fiz planos pros meus próximos 5 anos de vida, planos esses que não envolvem namorados nem grandes paixões de deixar o coração fazendo tum tum, continuo com os meus programas de solteira, varando noites bebendo de bar em bar e conhecendo gente também solteira.

Ontem, num sambinha, foi que percebi a minha paciência no zero kelvin para esse tipo de coisa. Sim, porque a gente termina observando os casais por aí.

Recife é realmente ingrato com as mulheres. Além de existir aquela proporção de 3 homens para cada mulher e além de existir os homens que levam essa proporção a sério, há o fato de que todas as namoradas são mais bonitas, elegantes e seguras que seus rapazes.

Ontem tinha um casal animadíssimo. Ela não era bonita, ele era bem menos que isso. Os dois estavam numa turma, bebendo, dançando e se divertindo. Notei que ela teve muita vergonha quando ele começou a sambar. Ficou dançando no mundinho dela e olhando para frente. E ele do lado tentando imitar ela. Os amigos riam o tempo inteiro. Eu nava na mesa atrás e sofri horrores de vergonha alheia. Ai, homens, lição número um: não dancem, por favor.

Quando o casal já tava pra lá de marraquech, o menino desistiu da dança e da vergonha pública e sentou num canto de parede com seu copo de cerveja e ficou olhando emburrado para a namorada, que estava na maior animação universal, dançando com o amigo do cara, todos muito felizes querendo beber até o dia amanhecer. O namorado puxava ela pela barra da calça. Aimm, paciência nenhuuuma. Ela ia, dava um beijinho no cara e voltava pra dançar. Ele puxava de novo fazendo beiço de menino pequeno. Ela ria e voltava para dançar e interagir com a turma. Depois, desistindo de tentar mandar a namorada se desanimar, foi se juntar a ela. E começou a pegar na coitada. Ela dançando e ele puxando o braço dela, pedindo atenção. Ela virava, dava um selinho, ria e voltava para a turma. E eu ali nervoooooosa até a alma, apostando que no próximo fim de semana ela já estará com abuso total do cara. Eu mesma já tava querendo mandar ele ir pra casa dormir e deixar a pobre ali com os amigos. Nessa hora tive um impulso de olhar pra deus e dizer "brigada, senhooor!"

No bar seguinte, fui no banheiro e na volta eu dei de cara com um cidadão que tava esperando com a seguinte conversa: "Er, oi, desculpa atrapalhar, mas...como é mesmo seu nome?..ah, prazer, é que meu amigo que tá comigo na mesa, muito tímidooo ele, me pediu para saber se você está acompanhada de algum daqueles rapazes da sua turma. Ah, não? Posso dizer isso a ele? Ah, já está de saída? ok, também direi a ele. Obrigada e desculpe novamente o incômodo".

Pois não, senhor!

Não sendo de bom tamanho, o rapaz tímidoo me manda o garçon com um guardanapo com nome e telefone. "O rapaz é bem tímidooo e quer que você ligue pra ele!". E dessa vez quem morreu de vergonha alheia foram as pessoas do meu lado. Lição número 2: Homens, sejam HOMENS! E pelamordedeus, jamais paquerem via guardanapo. Se você plantou bananeira e ninguém olhou, fique quieto.

Nesse exato momento você percebe que as coisas andam complicadas, o mercado tá em falta e o que tem, ta estragado. Mas antes do desespero absoluto, a noite continua...

E no terceiro bar da noite, ahhh, ser solteira é uma dádiva. Pude respirar aliviada o fato de não querer voltar pra casa e não ter que. Pude respirar aliviada o fato de querer conversar com novos colegas de solteirice e poder. O fato de conhecer novos caras, uns quem sabe até interessantes, outros apenas engraçados, alguns muito viajados...e pude rir com eles, conversar meia hora de viagens absolutas e simplesmente ir embora quando o sono chegou. Obrigada senhor, pelo meu santo dinheirinho e criatividade que não precisarei gastar no dia 12.

Tá parecendo mais um post mulheres-encalhadas-se-conformem. Não gentem, enquanto não me apaixonar de novo (e ter que virar do avesso novamente), estou totalmente aliviada de não fazer parte desse mundo. É bom deitar a cabeça no travesseiro e sentir que o coração tá nas condições normais de temperatura e pressão. Amém.

posted by Genivalda Joga pedra na Geni!




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