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27 de abril de 2007


(narração de um cérebro junkie!)

Saudades da nossa infância.
Até os 7 anos, água com açúcar em dia de prova ainda era o máximo.
Na primeira comunhão, ela estava toda excitada para experimentar a hóstia e ficou bastante frustrada quando constatou que aquilo não causava nenhum efeito, pelo menos imediato.
Aí inventou de mastigar Cebion para sentir cócegas na língua, descobriu os prazeres dos estados alterados, e começou a me testar.
Depois daquele porre de batida de pitanga aos 16, inciamos este caminho sem volta.
Tomamos muita cerveja com aquele Marcos do partido comunista, fumamos muita maconha nas reuniões do DCE, e naquele carnaval em Olinda até loló cheiramos.

Em que ano a gente passou aquele carnaval em Olinda?
E eu me lembro?
Só me lembro dela bebendo e eu ficando louco.
Aquele carnaval destruiu um exército de neurônios.
Cachaça, pau do índio, maconha, loló, e dois Ansilives para conseguir dormir de noite.
Saudades de Ansilive.
Tão bonzinho, tão levinho, tão vermelhinho que ele era.
Não sei o que seria de nós sem ele, nas nossas crises de pânico.
Foi quando ela descobriu o Anafranil.
E tome antidepressivo.
E haja inibição de recaptação neuronal de 5-hidroxitriptamina.
Saudade de Anafranil.
Aí o lexotan entrou na moda e ela, claro, comprou logo duas caixas.
Não satisfeita em me deixar confuso com todo aquele bromazepan misturado com clomipramina, ela resolveu se apaixonar.
O meu hipotálamo enlouqueceu.
Maldito Otávio.

(trecho de Serial Killer. Adriana Falcão)

posted by Genivalda Joga pedra na Geni!




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