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5 de março de 2007


Senta que lá vem história...

Esse é ano ímpar, ano do inferno astral afetivo. Isso significa que em nenhuma hipótese eu posso me meter em nenhum tipo de relacionamento, principalmente no período maio-setembro.

Vamos a um mini-flashback.

1995
Nessa época eu fazia parte da turminha das meninas tímidas que não pegavam ninguém. Mas era mais ou menos um bloco-do-eu-sozinho, uma vez que só tinha mais outra que era tão retardada quanto. Acontece que eu era completamente apaixonada por um carinha, que foi a minha segunda paixão (a primeira eu levei anos pra esquecer e agora, depois de velha, vi que definitivamente é o meu Karma de vida, melhor nem começar a falar sobre!).

Mas eu era tímida. Tímida não, tííííímida!!! O cara dizia um OI e eu ficava vermelha procurando o chão. O cara batia na minha porta e eu queria sumir da Terra. E nessa historinha, a turma inteira percebeu que havia um certo clima entre eu e ele. Virei motivo de chacota, todo mundo sacaneando. Para piorar, ele achou de espalhar por aí que também tava a fim...e eu, retardada-mor, não saí mais do meu quarto, iludida, achando a vida tão cor-de-rosa!

A turma combinou tudo com ele e marcou um cinema. Meu primo (amigo confidente e sacana-mor), me contou que o esquema tava todo armado. Chegou o dia do cinema e eu nem tinha dormido à noite, a pobre. Coloquei a minha melhor roupa e fui serelepe encontrar a turma, com a maior cara de paisagem.

Acontece que o cara não apareceu. No outro dia, já eternamente chorosa, o porteiro do prédio me chamou num canto e contou que ele não foi porque arrumou uma namoradinha na rua dele. O MEU MUNDO CAIU. Não, o meu mundo caiu meeeeeeeeesmo. Depois de um tempo, sem agüentar mais sofrer pelo sacana, me chegou a notícia que ela (a namoradargh!) estava grávida. Jesus, eu não existia mais nesse mundo. Foi uma das minhas piores dores de amor.

por onde anda wally hoje??
Depois de anos, eu já recuperada, encontrei com ele por acaso, já adulta (eu!). Ele me contou que tinha acabado o namoro quando soube da gravidez, mas que tava namorando outra menina. Hoje ele sumiu no oco do mundo, mas sei (por minhas fontes) que ele ainda continua com ela. Sei também que tá feio (sempre tive uma queda pelos feios), gordo e calvo.

1997
Inventei de me apaixonar por um cara do meu colégio. Apaixonar não, ficar obcecada. Achava ele lindo, gostoso, era meu deus particular. Particular também não, porque minha amiga também gostava dele. E ele não dava a mínima para nenhuma das duas. Viramos psicopatas. Começamos a perseguir o cara todos os dias, a ficar na porta da casa dele esperando ele sair, na porta da casa dos amigos dele...ligávamos tanto que até amizade com a empregada a gente fez.

Íamos a todas as festas que ele poderia estar. Recolhemos dados de uma verdadeira investigação policial (RG, CPF, CEP, placa de carro, telefones, nomes dos integrantes da família inteira...). Todos os dias, tooooodos os dias, a gente falava com ele por telefone. E o coitado nem sabia que cara a gente tinha. O melhor era quando a gente ficava na porta de um show esperando ele chegar...e ele aparecia com uma menina. O outro dia era um inferno, ficávamos ouvindo Celine Dion e se lamentando uma com a outra. Demorou a passar essa obsessão, foi coisa que quase me levou à verdadeira loucura.

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Ficou velho!

1999
Ainda com mania de psicopata, inventei de perseguir um paquera do meu cursinho pré-vestibular. Roubei fotos, dados, peguei telefones. Aquela primeira ligação era para ter sido apenas uma brincadeira, mas o cara descobriu quem eu era. Disse que também me paquerava e a partir daí começou a me ligar todos os dias, exatamente na mesma hora.

Mas as coisas foram diferentes das histórias acima. O negócio era mais ou menos correspondido e começamos um rolo que nunca teve fim. Porém, das três histórias, foi a mais complicada. Todo meu sofrimento foi nesse nosso primeiro rolo...seis meses ficando sem assumir um namoro nem nada parecido. Não tinha uma só noite que eu saísse de casa e ele não ligasse de madrugada. Dizia tudo que qualquer mulher gosta de ouvir. Era um verdadeiro canalha, mas um dia eu deixei de sofrer por ele e tudo ficou numa boa. Demorou, mas consegui.

Entre idas e vindas, sumiços e aparições, ele nunca sumiu da minha vida. Nosso rolo acabou de verdade (afirmo com convicção isso) em dezembro do ano passado (2006). Sempre foi aquela coisa, passava séculos sem vê-lo, jurando ter abuso-mor, mas tudo terminava voltando um dia. Ele terminou virando um cano de escape na minha vida.

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Bem, hoje ele ficou gordo (coisa que eu jamais fosse imaginar) e careca. Vai casar mês que vem e eu pretendo tá escondida com minhas amigas numa moita perto da igreja vendo isso. E claro, brindando à felicidade do casal.

2001
Era um cara lindo. Liiiiiindo. Eu chamava de "miragem". Passei 6 meses paquerando ele de longe até que um dia nos conhecemos casualmente (mentira, fiquei sentada no meio do caminho dele e ele, sem saída, parou pra ir lá me conhecer), mas a história não progrediu (soube que ele tinha era uma namorada de anos). Um belo dia, tempos depois, numa boate, numa noite morgadíssima que ganhei desconto na entrada, ele caiu de pára-quedas. Me reconheceu de longe e foi lá falar. Tinha acabado o namoro. Solteiríssimo na paróquia.

Passei a noite ouvindo coisas apaixonantes e o cidadão passou a me ligar TODOS OS DIAS. Acontece que sempre que marcávamos um encontro, acontecia uma merda. Eu tava tão louca por ele e pela possibilidade que ele representava que parei de comer, de dormir, de pensar. Vivia angustiada esperando o celular tocar. Até que, finalmente, conseguimos marcar uma night.

O que aconteceu? Ele foi e ficou com outra NA MINHA FRENTE. Filho da puta-mor. Tanta angústia por um merdinha de nada. Viado safado. Mas era tão lindo. Tããão lindo. E eu tava tão bestamente encantada por ele. Me fudi fortemente.

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Ainda tem um rostinho LINDO. Mas tá meio caidinho, meio manezão. Ano passado tivemos outro rolo, que terminou, DE NOVO, com ele aprontando. Fiquei putíssima da vida e falei muitas verdades misturadas com uns seu-filho-da-puta-escroto-safado, mas não teve mais sofrimento nem angústia. Brigamos fuderosamente e um dia, eu bêbada, mandei mensagem pedindo desculpas. Ele também bêbado, me ligou dizendo que quem tinha que pedir desculpas era ele e me fez altos elogios. Falei que a gente funcionava muito melhor como grandes amigos. Que como amiga eu sou gente fina, mas como mulher eu sou uma paranóica...ele como amigo é muito massa, mas como homem é um filho-da-puta. Rimos muito da nossa briga e ficou tudo numa nice.
Hoje ele tá namorando. É uma pessoa que eu adoro, mas totalmente tarja-preta para qualquer envolvimento além de amizade.

2003
Esse ano foi FO-DA. Depois do carinha que eu tava começando a gostar dizer que gostava de mim e imediatamente arrumar uma namorada, depois de passar duas semanas na merda, resolvi que tinha mesmo era que esquecer isso.

Para continuar a história, surgiu um cidadão que era meu sonho de consumo na época de cursinho. Cabeludo lindo, mas sempre teve namorada. Nessa semana do vamos-sair-da-fossa, minha amiga (que eu descobri que conhecia ele) me ligou dizendo que ele era o mais novo solteiro da cidade. "E a gente tem que marcar logo alguma coisa, antes que ele volte para a namorada ou saia por aí agarrando meio mundo de gente". E ela é daquelas que não dormem no ponto. No outro dia a gente já tinha um encontro programado. Gente, simplesmente o cara era TUDO. Sabe tudo? Tuuudo! Além de gato (não mais cabeludo, mas gato!), era engraçadíssimo (tinha um senso de humor fooooda) e muito fofo. Totalmente o meu estilo de cara. Sabe aquele tipo que você conhece e com 5 minutos pensa: "me fudi!".

E começamos a ficar. Ou não ficar. Estávamos de férias da faculdade e todos os dias tinha programa, cachaça, festa, gréa. Todos os dias eu acordava com um toque dele no meu celular. Todos os dias a gente se falava. Mas ele era de lua...nem sempre a gente ficava. Enquanto ele estava evitando se envolver em algo sério (depois de anoooos de namoro), eu estava completamente atabalhoada por ele. Só respirava isso. Passava o dia planejando programações divertidas que incluísse ele. Sorte minha que durou pouco...as coisas foram esfriando da parte dele, eu fui me desiludindo aos poucos e todo dia sofria um bocadinho com a indiferença em doses homeopáticas sempre que ele dizia que não dava pra sair naquela noite. Ou quando ligava pra não dizer nada, só pra saber o que eu tava fazendo e fuder minha alma.

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Voltou pra namorada LOGO que as férias acabaram. Ainda tá com ela. Acho até que combinam bem, mas não vou mentir, ele ainda é um sonho de consumo. Pronto, pra me expressar melhor: ele é o cara padrão! Sabe aquele cara que você deseja que todos os outros sejam iguais?? É ele. Minhas amigas estão de prova.

2005
Tinha acabado um namoro longo e estava na fase de curtição. De cachaça e balada todos os dias. Inventei de começar a gostar desse cara. Feio, mané, zé ruela, pega-ninguém e completamente diferente de mim. Mas quem escolhe??

Voltei à adolescência, virei uma menina de 12 anos. Nosso primeiro beijo foi ao som de Roxette, eu tremendo dos pés à cabeça. Daí tu tira a gravidade da situação ridícula que me meti.

Mas foi fato. O melhor dele é que ele era completamente maluco. Sabe uma pessoa sem rotina, totalmente sem planos, daquele tipo que você não sabe o que virá no próximo segundo? E eu tava adorando isso, principalmente nessa fase. O cara me tirava de casa às 2 da madrugada, me levava numa boate qualquer, bebíamos até cair e voltávamos com o dia claro. E não precisava ser fim de semana. Algumas vezes eu estava no clima de farra e ele me levava, mesmo tendo que trabalhar às 7 no outro dia. E o melhor: me acompanhava sempre nas vodkas (primeiro homem na vida que não fica só-na-cervejinha-porque-amanhã-eu-trabalho). Era sempre 8 ou 80. E apareceu exatamente no momento que meu estado de vida implorava por isso: farra dia e noite.

Foi uma época MUITO massa. Não tinha um dia que a gente não trocasse umas 30 mensagens de celular. Meus pacientes, coitados, sofreram de tantas vezes que esperaram de boca aberta para que eu respondesse. Ficamos uns 2 meses vivendo essa fase, até que virei uma neurótica de carteirinha. Comecei a ficar insegura, pensar merda. Fui inventar de fazer joguinhos e me fudi. Sumia para ver se ele me procurava. Ele achava que eu tava abusada dele (por que djabos fui contar, na época que éramos amigos, que eu me abusava fácil dos caras?) e ficava achando que já tinha dado meu limite de tempo com alguém. Fomos nos afastando em doses homeopáticas, mas eu sofrendo em doses cavalares. Até que a situação ficou irremediável, ele conheceu outra menina um tempo depois e começaram a namorar. Confesso a minha grande parcela de culpa nessa história que deu errado. Depois disso eu passei muito tempo ainda para conseguir esquecer, principalmente porque era minha única companhia de madrugadas insanas de cachaças por esse mei de mundo. Digo: foi muito foda. Muito mesmo!

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Acabou o namoro e hoje somos amigos. Mas um tipo de amizade diferente. Ele sempre me liga quando tá bêbado e algumas vezes aparece aqui. Não rola mais nada e nem sinto mais nada (DEUS É PAI E EU SABIA QUE UM DIA EU CONSEGUIA), só aquela tremedeira quando encontro, mas nada que me tire de órbita. Também virou meu mais-ou-menos confidente e conselheiro. Tudo no seu limite. Graças a Deus eu me curei sem perder o amigo, mas foi um caminho árduo. Vou-te-contaaaaaaar!

Finalmente
Alguém me segure se eu disser que conheci alguém esse ano. Todas as minhas dores de amor não se resumem a essas, mas foram, de fato, as piores e mais demoradas.

E quem disser que não tem sorte nessa vida com os homens, leva voadora na caixa dos peitos.

posted by Genivalda Joga pedra na Geni!




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