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9 de agosto de 2006


A viagem programada pra o fim de semana passado era pr'outro lugar - bem mais divertido - e com ooooutras pessoas - bem mais interessantes.
Festival do Sol em Natal.

Mas a gente não escolhe hora para os compromissos familiares que, nessa altura da vida, são raros os que não cabem uma desculpa amarela.

Era festa da mais nova integrante da família, filha de um dos melhores tios. Até teria farrapado com eles, não sem um pequeno peso na consciência, mas era por uma grande e boa causa.

Mas, enfim, não deu certo.
E antes o meu estresse do domingo tivesse sido por causa dessa frustração. Mas não. É que terminei - SEM QUERER - comprando toda a organização da festa e ME FUDI DICUMFORÇA. Dos 12 centímetros de salto só restaram uns 2 e do sorriso congelado do começo da festa, não ficou nem uma ruguinha de alegria.

Acho que havia mais de 100 pessoas naquele lugar onde todos os homens estavam bebendo, incluindo aqui o engraçadinho do meu tio e os meus primos com seus amigos. A mulher do meu tio cuidando da criança. Adivinha quem resolveu abraçar a causa?

Eu não entendi até agora como apareceu tanta gente. Mas me contaram que festa de interior é assim, o negócio espalha por conta própria e 'ai' de quem não aparecer. E a hora saiu errada no convite e todos os convidados chegaram antes do almoço. E veio gente a pé, de carro, de moto, de caminhão, só não tenho muita certeza se apareceu alguém de cavalo. Churrasco tinha pra todo mundo, cerveja também. Mas quem tomava conta de toda aquela criançada que invadia a cozinha, os banheiros, mexia nos quartos e quebrava tudo enquanto seus pais bebiam? E quem ia colocar o almoço e servir toda aquela gente? E quem ficou responsável por passar de mesa em mesa para saber se faltava alguma coisa? E quem ia e voltava lá no supermercado pra comprar o que faltou de última hora? E quem teve que resolver todos os contratempos? E quem teve que ter o maior jogo de cintura já visto na história da humanidade?
Não precisava de garçom na puta que pariu, viu tio?!

E ainda tinha o meu pai que me apresentava a toooodas as criaturas que ele já conheceu na vida, me perguntando "Lembra de fulaninho?", me fazendo responder com cara de idiota "Hummm, er, não tô muito lembrada não!". E aí vinha a seqüência "nossa, como cresceu. O que você faz? E quantos anos tem? Mas não me diga! Jááá? Mas é a caaaaaara do pai! Fulanooo, vem conhecer a filha de Brunoooo".
E mais outra seqüência idêntica de perguntas e afirmações.
E mais uns minutinhos de sorriso amarelo até que eu podia entrar em casa, inflar as bochechas e soltar um ufaaaaa gigante antes de me chamarem de novo.

E depois de algumas cervejas (do meu pai e irmão), quem teve que voltar dirigindo??? Adivinhou. 3 horas e meia de estrada!

posted by Genivalda Joga pedra na Geni!




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