. Calendário .






. Blogs outros .

Antipoético
Às vezes tudo...
Balde de gelo
Brenda Walsh
Canto de detalhes
Carbon Monoxide
Clarah Averbuck
Clarices
Cristiane Lisboa
Estradeira
Filosofia de Para-Choque
Garatuja
Kibe Loco
Namastê
Qual é a sua?
Pena & tinteiro
Playground
Redatoras de merda
Rita Apoena
Tudo palhaço
Um baiano em Sampa
Vodca barata





. Arquivos .




20 de agosto de 2006


Terceiro Cápitulo ou Capítulo Final...

(continuação da continuação)

Anos depois, eu já tava há tempos na faculdade e aquele menino ainda tinha a mesma imagem na minha cabeça. Era o meu futuro marido, alma gêmea para todo sempre e Deus materializado. E eu me perguntava se algum dia teria novamente a chance de ficar com ele e quando pensava nisso, vinha na minha cabeça a menina de 16 anos chorando de emoção de ter ficado com o cara da vida dela. E achava que a possibilidade de acontecer de novo só poderia ser válida em outra vida, que nessa não havia realmente mais jeito.

O negócio era claro e depois das amostras grátis do post aí embaixo, deu para ter uma noção de que o cara não me via na frente dele.

Fazíamos visitas na casa dele, marcavamos cinema, algumas raras vezes o encontrávamos no shopping ou em alguma livraria (inclusive uma dessas vezes foi num dia que eu saí de casa com um tênis vermelho horríííível e umas olheiras enormes) e não tinha jeito.

Mas a vida não parou. Tive namorados, tive outras paixões, tive momentos de gréas, de farras, de alegrias e pronto...durante todos esses 5 anos ele foi o cara perfeito pra mim, meu sonho semi-realizado e o assunto pendente na minha vida que eu sabia que teria de resolver antes do meu futuro chegar.

Foi assim que tudo aconteceu, quando o tempo passou. Dizem que o tempo resolve tudo, né? Um pouco mais de 3 anos atrás eu estava em um bar e minha irmã gritou no meu ouvido. Era ele, já careca, passando. Me assustei, tremi do mesmo jeito que tremia aos 16 e ao longo desses anos a cada vez que eu o via. Mas foi diferente esse dia.

Conversamos muito, ele me chamou para sentar na mesa com ele, notei que ele havia mudado o jeito de me tratar. Tava estranho, gentil, me fazendo perguntas e elogios. Não me chamou de pirralha, nem de burra e nem de baixinha dessa vez. Minha irmã do outro lado ficava só na torcida, também sem entender muito o que estava acontecendo.

E a gente terminou ficando. E eu não ouvi os fogos de artifício. Não teve explosão nenhuma por aqui. Eu tava calma, tranquila, sem acreditar na minha reação a esse momento tão esperado por 5 longos anos. Deus voltou à sua forma antiga, a vaga de futuro marido e alma gêmea para todo sempre ficou vazia. E a idealização toda desceu pelo ralo.

Lembro que voltei para casa muito triste por ter visto que esperei 5 anos para me decepcionar no final. O cara não era mais nada do que eu tinha pensado. O cara inteligente, culto, com um humor diferente e papos legais continuou o mesmo. Acho que quem mudou fui eu.

Hoje somos grandes amigos e até mesmo confidentes. Ele sabe de todas essas minhas babaquices por ele e já riu horrores com tanta maluquice que eu aprontei, inclusive a história do binóculo ele pediu pra repetir várias vezes porque não acreditava. É uma pessoa maravihosa, meio menino (pasme!) e uma pessoa que já me ouviu muito e até me ajudou com minhas paranóias atuais. Tem toda uma importância histórica na minha vida, mas não passa mais disso.

É assim que eu mato os meus fantasmas...pena que demora tanto tempo, né!

'Eu fui matando meus heróis aos poucos como se já não tivesse nem uma lição pra aprender. Eu sou uma contradição e foge da minha mão fazer com que tudo que eu digo faça algum sentido. Eu quis me perder por aí fingindo muito bem que eu nunca precisei de um lugar só meu. Memórias não são só memórias. São fantasmas que me sopram aos ouvidos coisas que eu nem quero saber!'


posted by Genivalda Joga pedra na Geni!




Powered By Blogger TM

online