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1 de julho de 2006


Tenho saudade da época que minha vida podia ser abalada por qualquer montanha russa emocional. Nessa fase, a minha atividade profissional diária não era simples, mas era fácil. Era como aprender a andar de bicicleta e passar a fazer isso mecanicamente. Então eu me dava ao luxo de ter todos os problemas do mundo e os meus dias giravam em torno de como resolvê-los. Ou ao menos de como vivê-los, porque a cabeça podia andar nas nuvens, eu podia pirar, ficar maluca, neurótica, podia surtar se eu quisesse. E muitas vezes eu fazia.

Mas a situação hoje é outra, e diga-se de passagem, muito diferente. Tenho praticado bastante para qualquer hora me transformar num cubo de gelo e ter os mesmos sentimentos de uma samambaia de plástico. Não só pelo fato de ter chegado o dia em que eu cansei, o dia em que vi que não tinha mais anti-corpos para nenhuma batalha que envolvesse qualquer coisa além do cérebro e do corpo físico, mas também porque tudo que vai além disso me tira de órbita. O que não pode, em hipótese alguma, acontecer nesta fase da vida. E dessa maneira, acredito que dei um pequeno adeus ao meu sentimentalismo de menina de 12 anos e adquiri uma postura irritante, egoísta, totalmente defensiva, cheia de espinhos, que magoa. E tá fodasticamente difícil tentar ser alguém que não sou, pelo simples fato de ser mais fácil para viver este momento.

Mas há lacunas, não consegui me transformar da noite para o dia e esse foi o meu grande erro. Devia ter colocado logo a máscara de ferro sem hesitar, porque tem certas coisas que podem entrar por pequenos espaços não preenchidos ou ainda não totalmente fechados. E tudo que é novo pode me fazer mal, me tirar da linha que resolvi seguir quando abdiquei da minha vida particular porque subidas e descidas na vida pessoal podem levar um tempo difícil de recuperar.

E entre mortos e feridos, acho que agora não tem como ninguém se salvar.

posted by Genivalda Joga pedra na Geni!




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