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5 de maio de 2006


Sem papos depressivos, por favor. Mas os astros não devem estar em uma boa posição há tempos...e é coisa assim de, por favor não reclame, você tem saúde, família e blá blá blá. Mas falta algo que não sei nem o que é, algo que não se preenche nem com fé, nem com filosofias de vida, nem com carinho de amigos e de mãe.

Deve ser uma pressa de vida lá na frente, de chegar no dia que os sonhos se realizam. E por favor não me digam que o futuro é a gente que faz, seria capaz de me matar imediatamente. É por isso que acredito em destino, não gosto de me sentir responsável pela minha vida.

Dia foda o de ontem. Meu corpo tava pensando umas duzentas toneladas, o astral no zero kelvin e tudo que eu queria era minha cama, me cobrir até a cabeça e ficar lá na minha bolha protetora por uns três séculos e cinco mil gerações!

Mas não era uma questão de escolha, era uma questão de ser forçada a reagir...e sair para cumprir os compromissos, mesmo carrengando aquele chumbo dentro do corpo, aquela cara amarrada de não-sou-sua-amiga-e-por-favor-não-fale-comigo.

E ainda bem que ninguém me perguntou quem era eu. Eu teria respondido: uma velha coroca morrendo de velhice aos 25 anos, flácida, sem emprego, sem namorado, sem grana, que passa o dia estudando ou ouvindo uns cds velhos de músicas desconhecidas, que vê fantasmas e ouve vozes perturbadoras. Alguém que leva nas costas uma mochila rasgada cheia de lembranças mofadas, esperanças inúteis e uma coleção de impossibilidades.

É exatamente isso: vinteecinco anos de impossibilidades.

Futuro chega um dia?

posted by Genivalda Joga pedra na Geni!




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