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28 de fevereiro de 2006


O carnaval é mais ou menos como se você tivesse tomado um chá de cogumelo e saísse pela rua.

Aí você sai de casa e vai ao supermercado. Tá lá na fila para pagar sua Lasanha Sadia e o que você ver na boca do caixa? Um coelho. Um coelho gigante. Ou melhor, alguém vestido de coelho. Com rabo.

Então você vira e repara numa mãe gorda fazendo compras e carregando sua filha quase-bebê. Ambas com aquele nariz vermelho de plástico que palhaço usa.

Logo mais você vê meninos com chapéu de Natal. Será que erraram o feriado ou também faz parte da brincadeira que todos brincam?

Depois você pára no sinal fechado e olha para o carro do lado. Tem um mágico. Com aquela cartola na cabeça que bate no teto.

Antes de chegar em casa você já viu macaco, pantera cor-de-rosa, chapolin colorado...e todos eles andando tão naturalmente que é como se fosse a coisa mais rotineira. Como se fizesse parte do cotidiano atravessar a rua vestido de leão ou entrar numa lanchonete de bumba meu boi.

Aí eu imagino: vai que eu, lá com meus 90 anos e já lelé da cuca, resolvo sair de casa num desses dias de carnaval. Ou volto pra casa jurando que entrei no meio de uma peça de teatro no lugar de ficar na platéia, ou então que acabei de morrer e que, de fato, existe de tudo no reino dos céus.

Sensacional essa piração coletiva.

posted by Genivalda Joga pedra na Geni!




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