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21 de agosto de 2005


Aí esse sábado foi dia de super faxina. Super faxina é aquela que sua mãe obriga você fazer bem no dia que você não dormiu e chegou em casa super cansada e de olheiras.

E não adianta faxineira porque só você pode fazer. Entenda: jogar tudo que não presta fora. Se livrar de tudo!

Então fui lá, lutando contra a preguiça. Coisa mais estranha remexer em tanta coisa guardada. Fotos, cartas, gente tããão antiga. Aquela gente que você nem lembrava. Aquelas coisas que um dia você gostou, aquelas músicas que um dia você ouviu e esse blá blá blá todo.

E eu joguei caixas e caixas de passado fora. No lixo. Na verdade num balde enorme de lixo. Tralha. Inutilidades arquivadas. Coisas que juntei minha vida inteira. Na verdade coisa que eu fui a minha vida inteira. Guardei alguns escritos. Talvez uns cadernos-desabados, cadernos-segredos, cadernos-histórias-da-vida, e só. Rasguei fotos, logo eu que sou tão contra rasgar fotos.

Rasguei pessoas.
Rasguei bilhetes e segredos mortais.
Rasguei pensamentos.

Desse jeito quase todo o meu passado arquivado foi vítima da minha preguiça. Sem muita seleção, sem pensar demais. Minhas amigas me matariam se soubessem das nossas relíquias guardadas. Agora jogadas fora.

Muito estranho essa viagem. E digo, em muita coisa ali eu não reconheci nada de mim.

posted by Genivalda Joga pedra na Geni!




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