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17 de julho de 2005


Vontade de escrever compulsivamente durante a noite inteira. Macumba que me fizeram que vou te contar! E no fim das contas é sempre assim, a gente se fode, mas se diverte. Tem que se divertir, por obrigação. Mesmo sendo assim a noite, nessa cidade fantasma sem nada pra fazer. Ou até tendo, mas as pessoas dormem.

E negócio é que minha vida tá em transição. Eternamente em transição. Sorte minha, eu fico nervosa quando ela está parada, sem emoções - boas ou rins - porque eu não sei, jamais, conviver com a paz de sentimentos e a segurança eterna de que não preciso buscar mais nada para ser feliz. Enche o saco, enjoa, abusa.

E aí chego nessa parte de inconstância de humor. Um dia muito bem, outro dia cambaleando pelos corredores. Não de bêbada, vou te dizer, antes fosse! Mas o fato é que constância e segurança não combinam muito comigo. Quase sempre é até uma mistura perigosa porque eu nunca sei o que fazer com elas. Eu não posso ter certezas. Mesmo quando eu quero. Se a vida soubesse, ela me colocaria numa montanha russa e me esqueceria lá. As descidas, as subidas, a vida de cabeça para baixo, a estabilidade e a loucura. Tudo de uma vez só. E é só assim que sei viver.

Essa cara calma e esse sorriso congelado é só máscara, preciso falar. Porque aqui dentro vem a vontade de ter tudo de uma vez, e não conseguir assim me faz querer lutar cada dia mais. Eu gosto do percurso...quase nunca da vitória. O percurso é que traz o sabor do dia a dia de conquistas. É a melhor invenção de Deus.

E a gente rir, a gente quase chora, a gente fala, ouve...Um dia dorme cedo, outro tarde, um dia com uma turma, outro com outraS genteS...um rock, uma música clássica, um tutz tutz de queimar neurônios. Sendo eternamente essa metamorfose ambulante.

Gente chata essa sempre tão normal, tão pacífica, tão "como-você-tá? eu-tô-na-merma!".

Então chegue aqui e entregue toda a certeza que eu preciso em minhas mãos. Eu vou jogar tudo no ralo sem querer porque eu gosto de emoções. Brigue comigo quando eu acordar de mau humor mandando desligar a música, e me abrace quando eu acordar contando piadas porque sou capaz até de sair dançando sem motivos. Ou por qualquer pingo de motivo. Eu gosto das migalhas da vida. Daquela coisa pequena que a gente cata no chão e se satisfaz, porque exatamente naquele dia, precisava de tão pouco para abrir o melhor sorriso.

Chove chuva, chove sem parar. Jorge Ben Jor celebrando essa madrugada. Lá fora está chovendo, mas assim mesmo eu vou correndo só pra ver o meu amor...Que maravilha, que maravilha.

o + e o -, o sorriso e a lágrima, o céu e o inferno, o par e o ímpar, o branco e o colorido, o direito e o esquerdo, o certo e o errado, a paz e a guerra, a máscara de alma limpa e transparente...eu vivo assim, no limite entre a loucura e a lucidez. Concordando e discordando de mim mesma. Sendo eu e muitas vezes me virando do avesso. Avesso, do avesso, do avesso, do avesso. Me desconhecendo na frente do espelho. Personalidade forte, mas jamais limitada.

Fazer amigos, conhecer gente pelos quatro cantos do mundo, viver tudo que se tem para viver. Um dia velha, outro dia uma criança de 5 anos de tranças no cabelo. É assim que a vida me faz...e é isso que eu faço da vida. Ir de um oposto ao outro em segundos, agindo com vontade, sem certezas (pra que tanta, não é mesmo?)...três palavras: coração, impulso, instinto.

O que ficar fora disso é bobagem.
A gente se fode, mas se diverte...porque nosso tempo é esse, a vida é agora!
A constância, a certeza, a estabilidade que escorra pelo ralo. E toda essa teoria também.

posted by Genivalda Joga pedra na Geni!




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