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9 de fevereiro de 2003


E depois de descobrir quem eu era, não pude ser eu mesma. E me maltratei por algum tempo, um tempo grande. A culpa não era minha e eu não sabia disso. Ja não sei dizer o que aconteceu, se tudo que sonhei foi mesmo um sonho meu. Meu Deus, pra onde eu estava indo? Era exatamente assim. Continuei realizando sonhos que nem eram os MEUS sonhos. E não percebi. Só que um dia eu cansei.

Então peguei as malas. Fui embora de verdade, não sabia se ia voltar. Apenas disse adeus. Mas ninguém ouviu.

Eu não estava mais interessada. Fui viver. Peguei os meus sonhos e levei numa mochila. Fazia frio e eu estava só. Era um longo e difícil caminho, onde cai diversas vezes. Mas havia alguma coisa me dizendo que tudo aquilo valia a pena. E eu segui. Achando força a cada queda e cada dia de auto-punição, mesmo sem perceber. Foram muitas as quedas, foram muitas as auto-punições. Transformei meus desejos em loucuras, minhas vontades em atos inconseqüentes. E não havia uma palavra de consolo. Não havia testemunha, eu estava só. Deixei todos pra trás. Não por opção, apenas por necessidade.

A tempestade continuou por muito tempo. A solidão, a incompreensão e a vontade de voltar pra casa. Persisti por teimosia. Passei por cima de mim mesma, arrisquei tudo o que eu tinha. E fui vivendo e fazendo as minhas mudanças. Realizando os MEUS verdadeiros sonhos. Sem ninguém pra me julgar. Não precisava mais de ninguém pra me fazer desistir ou dizer que era tudo tão errado. Porque não era, mas só eu sabia disso.

E um dia a minha mochila ficou vazia. Foi quanto notei que eu havia me tornado a pessoa que sempre fui, que andava escondida atrás de uma máscara só por medo, havia me tornado a pessoa que eu tanto procurei por esse longo caminho. Finalmente tinha achado. Agora já era tarde, hora de voltar pra casa.

E voltei. Encontrei todos ali, tive meus 29 amigos de novo. E eles perceberam que havia algo diferente. Só que não viram quando eu fui embora, não souberam nem nunca saberão tudo o que aconteceu. E essa mudança só pertence a mim agora. A minha mudança, a minha vida e os meus sonhos. Valeu a pena!

Vinte e Nove
Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Me embriaguei morrendo vinte e nove vezes
Estou aprendendo a viver sem você
(Já que você não me quer mais.)
Passei vinte e nove meses num navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove com o retorno de Saturno
Decidi começar a viver.
Quando você deixou de me amar
Aprendi a perdoar
E a pedir perdão.
E vinte e nove anjos me saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez.

posted by Genivalda Joga pedra na Geni!




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