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Terça-feira, Maio 20, 2008


"Eu quero saber como é que funcionas, o que os teus órgãos pensam sobre mim quando tua pele tem a sinapse dos meus dedos. Mostra-me então teu fígado, teu baço cansado, esse pulmão com maços de cigarro, quem sabe uma veiazinha obstruída que eu faço faxina, tiro o pó, a gordura encardida, boto teus rins de molho, que, veja só, depois de tanta batalha, tanto suor e secreção, ainda tenho a sensação de ser uma estranha nesse teu corpo fechado, deixa-me auscultar os teus interiores sem ladainhas, sem frescurinhas, sem monitoração. Para depois, quem sabe, deitarmos juntos, lado a lado e eu ainda te fazer um mimo, te enfiar um cateter que eu conheço como ninguém, porque lá de onde eu venho eles furam a gente inteira, mas aqui não, assim não, é diferente, que esse sangue teu aí que tinge de leve a agulha fina é só para te mostrar que o amor pinica, que faz cosquinha, que não quero mais saber de amor de estetoscópio, de ouvido no peito. Eu preciso te conhecer por dentro. Eu preciso saber aonde eu vou."
(Dona Estultícia - que as nossas enfermidades sejam breves.)
posted by Genivalda at 3:25 PM -




Quinta-feira, Maio 15, 2008


Tais momentos são o meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade...(C.L.)

Dure o tempo que durar. Acabe amanhã ou nunca. Aposte nesse prazo fatal de validade. Eu não ligo. Nosso momento é agora.
posted by Genivalda at 3:10 PM -





As rugas daqueles olhos são o meu segredo desse ano...

...um ano depois.

"Dessa janela sozinha
Olhar a cidade me acalma
Estrela vulgar a vagar
Rio e também posso chorar
E também posso chorar
Mas tenho os olho tranqüilos
De quem sabe seu preço
Essa medalha de prata
Foi presente de uma amiga..."


Gal - Hotel das estrelas. (rá!)
posted by Genivalda at 2:57 PM -





10 horas da manhã, dia do aniversário.
E um buquê de rosas champanhe no pé da cama.
:~


posted by Genivalda at 2:30 PM -





E eu me vi dizendo "menina, te vi pequenininha assim, ó!"

Tempo tempo tempo mano velho.
27 chegou.
posted by Genivalda at 2:28 PM -




Sexta-feira, Abril 04, 2008


'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer .

Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero,o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho. Você não é Nossa Senhora.

Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.

É ter tempo.

Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir.

Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela. Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.

Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'.

(Martha Medeiros)
posted by Genivalda at 2:58 PM -




Terça-feira, Abril 01, 2008


Não sabe brincar, não desce pro play!

Simplesmente SEM GRAÇA esse primeiro de abril.

Além de não conseguir pegar ninguém (criançaaa??), cai feeeeeeio na MINHA PRÓPRIA mentira (estúpidaaaa??).

[Só pra registrar o nível das pessoas do meu círculo de amizades!]
posted by Genivalda at 11:24 PM -




Segunda-feira, Março 31, 2008




haha
posted by Genivalda at 1:03 AM -




Domingo, Março 30, 2008


Quero apertar o botão do CHEGA!
Estender a bandeira do chega-de-maneira-defensiva-de-viver. Tenho saudade da ingenuidade dos sentimentos aos 15. Não existia medo nem pé atrás. Aí gente cresce e vira um amontoado de traumas, neuroses e cicatrizes invisíveis. E transfere essa bagagem para tudo que vive. E já dá errado antes de ter motivo. E já chega ao fim antes de começar. Depois sai atropelando tudo, se fechando mais, construindo uma bolha e morando dentro dela. O ceticismo é a regra. Acreditar, quando muito, só com o tempo e com boas razões.

Me faz falta aquela certeza dos sentimentos, aquela convicção, aquela coisa: sou adolescente ainda, não sei nada desses assuntos afetivos, experiências quase zero, mas sei o que eu quero, sei o que eu sinto e pronto. Bate o martelo! Depois falam que os adolescentes são complicados. Não, complicado é ser adulto. Complicado é viver atrás de tantos escudos, subterfúgios, máscaras, auto-proteção exagerada.

Com a idade avançando e com a quantidade de histórias mal sucedidas, os anticorpos vão diminuindo. A paciência esgotando. A dificuldade de fazer tudo de novo, de começar de novo, de acreditar de novo é enorme. Tudo bem, é normal que isso aconteça. Deve ser. Mas até que ponto? Até que ponto nossas paranóias são apenas paranóias e até que ponto elas saem do plano imaginário para tomarem lugar no plano real, se juntando às nossas ações e ditando as nossas atitudes? Até o ponto de inventarmos erro onde não tem. Será? E o ser humano é expert em achar chifre em cabeça de cavalo. Eu, particularmente, sou ao cubo. Durmo com um olho fechado e outro aberto. Subo nas nuvens já me preparando para a queda. Eu não vejo príncipe encantado, já vejo o sapo.

Acreditar se torna mais difícil à medida que o amadurecimento chega. É tudo tão inversamente proporcional.

Estamos carentes de RESET em nossas vidas. Botãozinho de desligar tudo e começar do zero. Da reengenharia emocional.

É isso. Vamos entrar na máquina do tempo...De volta aos 15, por favor!

[Prometo que hoje, pelo menos hoje, pra mim CHEGA!]
posted by Genivalda at 11:51 PM -





Sentimento maior do mundo. Paixão cruel desenfreada.
Só não sei pra quê que serve. Se um dia serve.

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Errei, errei e vou errar de novo.
Mês que vem já é logo mais.

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Ontem tanto. Hoje já nem sei mais.

É quando a importância da pessoa escapole do pensamento da gente por conta própria e eu tô tangendo a tua presença...

Por ser sensato.

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O mundo anda em círculos. 4 provas vivas disso em uma semaninha de nada sem grandes acontecimentos. Tô teimando em seguir em linha reta...

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Hoje vi a importância de guardar bem as segundas opções em gavetas SEM chaves. É tudo tão perto. Se não fosse esse cansaço...ahhh.
posted by Genivalda at 12:00 AM -




Segunda-feira, Março 24, 2008


" Alguém aí já viu uma taça de vinho dizendo que vai te ligar no outro dia e não liga?

Ou então uma dose de tequila dizendo que é jovem demais pra se envolver?

Ou uma latinha de cerveja pedindo um tempo pra decidir se realmente é aquilo que quer?

Ou ainda uma dose de after shock dizendo que você é a pessoa certa na hora errada???

Por acaso uma garrafa de vodka já beijou alguém na tua frente???

Ou então você já levou chifre de um litro de whisky?? hein hein hein???

Francamente...
Vamos beber!!! Porque namorar ta foda!!! "
posted by Genivalda at 11:01 PM -





Tarde chuvosa, lendo Cartas de Caio F. e ouvindo Madeleine Peyroux.
Isso pode ser meio dangerizante.
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Não preciso de certezas agora, queria apenas umas possibilidades...
Mas parece que tudo vai ser difícil mesmo, a base de muita luta e sangue e suor.
Porque sempre foi assim, a vida nunca me deu essas facilidades de cara.
E chega numa certa altura que tudo que é difícil começa a perder a graça e o ritmo.
A gente vai descartando por aí o que nos passa a exigir tanto.

Mas agora virá uma fase de mudanças. Mudança de casa, mudança de vida, mudança de ares. Isso vai ser ótimo para amenizar os pensamentos fixos nas incertezas, e também para o tal começar-de-novo.

Pelo menos será uns dias de bagunça e de muito trabalho físico. É a terapia do arrume-uma-trouxa-de-roupa-suja-pra-lavar. Chegará em boa hora.
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Ando precisando de uma viagem para ontem.
Ma$$$ tá complicado, quem sabe Deus dará.
posted by Genivalda at 6:44 PM -





Novela mexicana capítulo 1001.

Paranóia mode on.

Não vou me intimidar. Não vou.
Dessa vez definitivamente não!
posted by Genivalda at 2:41 PM -







Finalmente MEUUUU!

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Dona Estultícia - Que as nossas enfermidades sejam breves
posted by Genivalda at 2:35 PM -




Sábado, Março 22, 2008


. dia com gosto de infância .
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Isso aqui é dela.

JOÃO E MARIA

Toda vez é assim: pede, ela fica. Diz, ele entende. Toda vez é essa corrente. Que não larga nem desata, parece até prece bem feita, linha que prende na carne como quem desdenha da costura alheia. Dois em tudo, zero infinito, matemática que desobedece a regra lógica, músculo de veias grossas, pés de meias que se perdem, cores diferentes nos pés dos pares imperfeitos. O mundo deles é estreito. E estica feito corda em brincadeira. Derradeira. Como amantes moribundos, que riem alto, sabem tudo. Mas ninguém entende. Dente no dente. É assim que andam juntos, quase um, quase dez, desavergonhados. Escancaram os afetos perdoados. Dançam no meio da rua como se perdessem a compostura, duas pobres criaturas a andar sem paradeiro. Bola do mundo a girar sem eixo. Em desleixo.

Andam aos segredos. Curtos nomes que se agregam, sobrenomes que se deixam. Mãos em braile às avessas. Ela abandonou as facas. Ele ganhou três beijos. Ainda são crianças, curtas calças, finos dedos. Saia que levanta sob as nuvens ensolaradas. Não se importam com as risadas, os cochichos, os bocejos. Brincam de espadas que não machucam em nada, é bobeira, é realejo. Fitas que prendem os cabelos. Que já não se penteiam. Abandonaram os espelhos. Sem muletas nem defeitos. Confiam na retina alheia. E caminham como se tudo fosse uma grande brincadeira. De gente grande. E dispara no grande fôlego dos amores que já nascem tortos, que almeja grandes vôos, meio ânsia, meio vômito. Uma ânsia que parece verdade. Que eles chamam de felicidade. E a cidade adormece. Nos pastéis das tintas cores. Na mão do desenhista a achar caminhos paralelos. Mas que insiste na linha que desemboca no infinito. É um risco. Enquanto segura forte a mão dela. Que canta. A melodia que lembra uma cantiga sobre dores e brinquedos. Sobre olhos que se viram inteiros. Só de olhar para ele. Hoje chove sobre alguns canteiros.
posted by Genivalda at 11:12 AM -




Segunda-feira, Março 17, 2008


De tudo, ficaram 3 coisas:

A certeza de que estamos sempre começando...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar.

Portanto, devemos:

Fazer da interrupção um novo caminho...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro.

* valeus! *
posted by Genivalda at 11:40 PM -




Sexta-feira, Março 14, 2008


Tanta coisa, um sorteve, uma cerveja, mas tinha que ser refrigerante. Mil lugares vendem coca-cola nesse mundo. Um bar talvez? não. Um posto? não. Um supermercado? ótima idéia. Mas qual? Tem tantos. Mas tem que ser aqueeeele, justo aquele. Precisa ser agora, nesse exato momento? pode daqui a cinco minutos não? Pode escolher outra mesa que não essa? Num pode ficar de costas também não? Sei lá, uma mesa mais escondidinha?

Intuição mode-on.

Coincidência é o plano que acontece diferente do seu plano, ouvi dizer...

Coincidência é aquilo que depois que passa deixa você pensando...

E pensando...

E pensando....
posted by Genivalda at 7:49 PM -





Ô roteirista, tu tá querendo me fuder? Show de Trumman com história de Maria do Bairro e coincidências de mocinha-entra-pela-porta-da-frente-e-mocinho-saí-pela-dos-fundos é FODA.

ALGUÉM SUSPENDE A HISTÓRIA!!

Boicotem o roteiro, pelamorde! Tá virando filme de suspense lado b.

Haja estômago, negada!
E tome taquicardia!!!
posted by Genivalda at 1:51 PM -




Terça-feira, Março 11, 2008


Foda essa coisa de mania. As manias ficam como lembranças. O jeito de falar, a piadinha de sempre, as gíria, a porcaria da música preferida no som do carro...

Pior são as manias casadas. Sabe manias casadas? Aquela que se inventa em dupla, em grupo. As amigas de colégio e as gírias que você levou pra vida inteira. As amigas de faculdade e as manias que até hoje são tão comuns no dia-a-dia. O cara que você gostava e você, coisas inventadas nas madrugadas de leseiras no telefone. Aí tem as manias da mãe, as frases do melhor amigo, os gestos da irmã mais nova...

Só o pai!!
Eu trouxe muitooo a máquina.
Ai, eu to com aids no pé.
Ô rapaz, pia praí!
EstRilei. Tá lindRo.
Tatá-puta-que-pariu.
Zai zomar no zu, zai.
Eu fico fora de si, fora de siiii.
Zimoooooooooooooone.
Bjovaca.
Qué issooo...Tá maravilhooooooooso.
Fala, garotaaa!
Laaaaapa!!
E aêêêêêÊêêêê??????????
Tem rapariga em casa???
Tu me busca?
Hi, monster!
Paciência 'niuuuuuma'!
Malacabadaaaaaaaaa!
Hope! B-O-M!
Carááááleo!
Beleuza de creuza.
Ô, cidadão!
Mas tu é peeeeeeedra!
Pelanca, ei pelancaaa...
Eu vou bater em você!
Alimenta!
Todo dia ela faz tudo sempre igual, todo dia ela faz tudo sempre igual, todo dia ela faz tudo sempre igual...


As pessoas se vão...as manias não.

Às vezes isso é péssimo.
posted by Genivalda at 6:17 PM -




Quinta-feira, Março 06, 2008


"Ah, por falar em manias, amo amo amo Roberto Carlos. Apesar de não aguentar mais as músicas tipicamente pós-Maria Rita. Faço uma ressalva: acho muito bonita a dor do Rei. Entretanto, não deu boas músicas. Se bem que ele não precisa mais fazer nenhuma música boa na vida, pois as melhores são dele. Amo Roberto - se ele fosse meu amigo, eu o convenceria a cortar o cabelo."
(Fernada Young - Tudo que você não soube)
posted by Genivalda at 11:06 PM -





"Pai, você não sabe, mas eu preferia mil vezes ter ficado olhando para aquele rádio, desligado e encapado, a ter ficado assistindo ao SBT com a mamãe e a mãe dela, também conhecida por minha avó. Ok, estou sendo - como sempre - um pouquinho passional-radical, não era só no SBT que a televisão ficava ligada.

Da Globo, elas gostavam dos programas que mais me pudessem traumatizar. Naquela série sobre o Aleijadinho, elas diziam que o Stênio Garcia, todo torto, era meu namorado. Os Trapalhões foram outros que se revezaram em me namorar, dependia da faceta de minha personalidade que elas pretendiam implicar. Ah, as aberturas do fantástico também me marcaram muito. Aquelas mulheres perfeitas saltitando em chroma-keys e virando com cara de malucas. Estremecia, até na versão infâme que cantavam no colégio: "é fantástico, peru de elástico, boceta de plástico..."

Bom, não posso ser ingrata com a Globo como admiti ser com você: foi vendo os Trapalhões que comecei a escutar Chico Buarque. Você deve lembrar de uma cena superengraçada que eles fizeram, com uma música que a Bethânia cantava. Eu sei que você não estava lá, assistindo com a gente, mas vive repetindo, e deve ter visto. Era uma encenação idiota do que a letra dizia, com o Didi vestido de Bethânia, sendo galanteado pelos outros. "O primeiro me chegou como quem vem do florista: trouxe bicho de pelúcia, trouxe um broche de ametista..." Confesso, o Didi de Maria Bethânia foi algo forte demais para mim - naquela idade, naquelas circunstâncias. Eu entendi tudo. Tudo. E, ententendo tudo, comecei imediatamente a sofrer. Piorou muito na seqüência, com a comoção que foi aquele jingle de Natal, do "quero ver você não chorar, não olhar pra trás, não se arrepender do que faz..."

Detalhe importante: já estamos em plenos anos 1980 e sempre tinha uma música nova da Bethânia, ou com o próprio Chico cantando, fazendo um puta sucesso. Resultado: meu sofrimento encontrou eco para crescer. Até hoje, nunca tive corage de assistir a um show de nenhum dos dois, pois teriam que me recolher da platéia. Aos prantos descabelados.

E tudo começou onde? nos Trapalhões. Por isso que até perdôo a Globo; agora, que o SBT fodeu com a minha fida, ah, isso fodeu. Aquele carnê, com o qual você tinha de estar em dia com a mensalidade. A Porta da Esperança, o Namoro na TV, o Qual é a música, o Show de calouros, as colegas de trabalho, ai, nossa!, esses caras deveriam me pagar uma indenização por perdas e danos."

(Fernanda Young - Tudo que você não soube)
posted by Genivalda at 10:41 PM -




Segunda-feira, Março 03, 2008


N'Zambi no palco, o demônio do meu lado, os pulmões a pleno vapor, a cerveja gelada na mão, o coração inquieto, duvidoso.

Parecia tão em casa, no meu mundo. Mas fui encontrar a paz vendo a cidade iluminada do alto da Sé.
posted by Genivalda at 4:49 PM -





"Coveiros gemem tristes ais
e realejos ancestrais juram que
eu não devia mais querer você
Os sinos e os clarins rachados
zombando tão desafinados
querem, eu sei, mas é pecado
eu te perder..."
posted by Genivalda at 4:48 PM -




Sábado, Março 01, 2008


“Lindo esse amor que faz bater o coração
dizer bobagens literárias
olho no olho e tanta desilusão
esperar por um bom telefonema
ter ciúme, raiva e transbordar de paixão
perder a fome, roer as unhas
e nunca entender o xis da questão.

Mas eu prefiro ser feliz, bonitão”

(Martha Medeiros)
posted by Genivalda at 4:19 PM -





Hora de levantar acampamento, Dona Geni!!!!!
posted by Genivalda at 3:57 PM -




Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008


[modo de espera]

Né nada fácil seguir adiante deixando coisas mal resolvidas para trás. Ainda mais todas aquelas possibilidades de ter casa na praia, fazer castelinhos de areia na beira do mar e passar o dia ouvindo Bob.

São fins de semanas perdidos de Maracaípe, são as não-viagens pra Pipa e as não vistas do Chapadão. E tanta coisa que eu desejei.

Difícil é avaliar o quanto isso vale a pena (ou não!).

Cara de paisagem.

Tô-nem-aí de faz de conta.

É o INcerto pelo duvidoso.

É seis por meia dúzia.

É meio na mão e três voando.

É não tentar recuperar o que tava quebrado. Mas receber outro sem garantia.

Perdidinha, meu deus...

[/modo de espera]
posted by Genivalda at 2:23 PM -




Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008


Engraçado como há males que vão pra Belém
[principalmente os gordos, baixos e carecas]

Em compensação, há outros que voltam de lá...
posted by Genivalda at 3:10 PM -




Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008


Esses foram os dias mais LOUCOS da minha vida.
posted by Genivalda at 2:04 PM -





"Você já viu a cara do demônio?
Já viu quantas caras ele tem? Já viu todas?
A língua veloz da serpente, o perigo, o jogo da sedução?
Eu já. Sei driblar o demônio desde pequena...
E com todos os seus disfarces eu o reconheço sempre."

(Bruna Lombardi - Grande Sertão).
posted by Genivalda at 2:01 PM -




Sábado, Fevereiro 16, 2008


Eu vi a cara do demônio...e ele sorria para mim
.
.
É que os momentos felizes
tinham deixado raízes...

.
.
posted by Genivalda at 7:33 PM -




Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008


Sim, tudo agora está no seu lugar
O Universo até parece conspirar
Para que não seja tudo em vão
Tanto tempo esperando esse amor

Sim, parece até que nada em nós mudou
Tanta coisa a gente inventou
Pra chegar afinal onde sempre eu te quis
Ver chegar

Paixões que eu vivi como se fossem uma
A tua espera sempre foi assim
Contratos feitos com o tempo
Amores são sempre possíveis
Sim... Sim

Sim, tudo agora está no seu lugar
O Universo até parece conspirar
Para que não seja tudo em vão
Tanto tempo esperando esse amor

Sim, parece até que nada em nós mudou
Que Tanta coisa a gente inventou
Pra chegar afinal onde sempre eu te quis
Ver chegar

Paixões que eu vivi como se fossem uma
A tua espera sempre foi assim
Contratos feitos com o tempo
Amores são sempre possíveis
Sim... Sim


.
.
.

posted by Genivalda at 3:06 PM -




Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
QUERO MORRERRRRRRRRRRRRRRR

ACABARAM OS DIAS DE SONHO...A VIDA SURREAL QUE ACONTECE NO CARNAVAL.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
QUARTA FEIRA INGRATA.

Eu quero de novo o calor de Olinda, a multidão sorrindo, a música batendo tão forte ao ponto de acelerar o coração. Aqueles abraços de amigos, aquela gente que mil anos não se encontra, a cerveja gelada, as fantasias, os blocos, os batuques, os maracatus...

Tanta gente querida por perto. Ninguém dando espaço pra tristeza. Quero sair de novo com purpurina no rosto, com roupas coloridas, com fitas no cabelo...

Quero de novo sambar até às 6 da manhã vendo a Mangueira no palco do Marco Zero. De novo a chuva do show de Nação Zumbi. Rodar mais mil vezes Olinda inteira procurando o Eu Acho é Pouco...

É lindo ver todo mundo na rua por um mesmo motivo: celebrar a vida. Sem regras.

E não me falem de todos mortos nas estradas, dos mortos por falta de hospitais...

Carnaval é sonho, carnaval é energia que extrapola.

E agora só me resta um escalda-pés.
posted by Genivalda at 9:45 PM -




Quinta-feira, Janeiro 31, 2008


Minha vida é uma novela mexicana de quinta. Do SBT pra deprimir mais. Medo.
Meu nome hoje é Maria do Bairro, ao seu dispor!

Será que eu tô num meio de uma espécie de Show de Truman?
Serei uma marionete de deus e do diabo?

Quem tá brincando com essas coincidências todas se apresente, por favor!
posted by Genivalda at 8:59 PM -





Posso vir falar da minha felicidadezinha efêrema, posso?
=)

=)

=D
posted by Genivalda at 8:56 PM -





Carnaval é época de exorcizar os fantasmas. Principalmente os que teimam em nunca ir embora...e os que reaparecem numa fase feliz.
=)

Você diz que ela é belaaaaaa, ela é bela, sim senhorrrrr...

Feliz feliz feliz com o carnaval que chegou.

Vai passar, mas nesse exato momento eu estou no auge da euforia, querendo acordar o bairro inteiro gritando.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

*uff*
posted by Genivalda at 1:24 PM -




Segunda-feira, Janeiro 28, 2008


Ai ai.
Esse ano não teve verão na praia...mas teve todas as prévias possíveis e imagináveis.
E o dinheiro acabou antes do carnaval.
A senhora é uma fanfarrona, dona Geni.
posted by Genivalda at 7:27 PM -





Fase da vez: cuidado com o que você deseja...
Frase da vez: cortar o mal pela raiz!
posted by Genivalda at 7:24 PM -





Em tempos: esse ano me prometi não ir para o carnaval (você precisa estudar, Renata!).
Adianta? Ele nem começou e eu já me destrui nas prévias.
Não-sei-quantos-anos-de-blog e o papo é seeempre esse.
Não-posso-não-devo-não-quero-mas-to-lááá.
E mais ainda agora sou quase a última das moicanas solteiras nesse planeta. Isso dificulta, gentemmm! Socorro!

Mas é isso. Só não vou dizer que tô empolgada porque já tô triste pensando na quarta de cinzas.

(risadas dramáticas!)
posted by Genivalda at 12:01 AM -




Domingo, Janeiro 27, 2008


Amizade de verdade muitas vezes nem precisa de um pedido de desculpas. A saudade do outro fala por si só.
posted by Genivalda at 11:59 PM -





Intimidade

Se tocar um blues
e eu estiver de azul
como a tarde
me beija o pescoço
me explora o decote
(aos amigos se permitem
certas intimidades)

mas se tocar um tango
dança comigo
beija-me a boca
quem sabe me ama
(que não é de ferro
a amizade)

depois
tomar café com leite
e pão torrado

e seguir sendo amigos
por infinitas outras tardes

(Márcia Maia)
posted by Genivalda at 11:12 PM -




Terça-feira, Janeiro 08, 2008


DAQUI

" isquierdo.

entendo (não é nessariamente primeiro amor. primeiro amor se esquece sim. eu esqueci). eu lembro exatamente daquele que me fodeu a vida (não costumo usar esses termos, olha o que já me causaste!). todo homem tem a mulher que um dia lhe arrancou um pedaço e não devolveu até hoje (e não tem intenção de devolver, sinto dizer), e toda mulher tem também o seu homem arranca-pedaços. podemos disfarçar, e no mundo ninguém nem desconfia, mas o que pega no peito e na mente... sabemos bem (e é uma loucura não conseguir se livrar).

mas me conta, em-segredo-pode-ser, quer mesmo se livrar? quer mesmo esse pedaço que lhe foi arrancado de volta? eu não sei se quero, ou se prefiro ficar nessa angústia louca, na espera dessa pessoa voltar. porque como você disse, "Essas garotas não sabem de nada. Nunca souberam de porra nenhuma. Quem sabia era você. Sabia tanto que me deixou assim. Desarmado." o homem que ainda espero é o que sabia de tudo, me sabia mais que ninguém, e me desarmou. foda. (oops!) "

:X
posted by Genivalda at 12:20 AM -




Sábado, Janeiro 05, 2008




Bom. Como sempre. Menos clichê até.



Me cansou um bocado a leitura desse livro. Muito bem escrito, narrado com per-fei-ção.
Bom para quem não odeia o cenário da Segunda Guerra Mundial, como EU.

Quem narra a história é a Morte.



Não adianta só ler...tem que fazer os exercícios.
Quem ficar com preguiça, melhor passar longe.
posted by Genivalda at 1:58 PM -





A curiosidade de saber
O que me prende?
O que me paralisa?
Serão dois olhos
Negros como os teus
Que me farão cruzar a divisa...

É como se eu fosse pr'um Vietnã
Lutar por algo que não será meu
A curiosidade de saber
Quem é você?...

Dois olhos negros!
Dois olhos negros!...

Queria ter coragem de te falar
Mas qual seria o idioma?
Congelado em meu próprio frio
Um pobre coração em chamas...

É como se eu fosse um colegial
Diante da equação
O quadro, o giz
A curiosidade do aprendiz
Diante de você...

Dois olhos negros!
Dois olhos negros!...

O ocultismo, o vampirismo
O voodoo
O ritual, a dança da chuva
A ponta do alfinete, o corpo nú
Os vários olhos da Medusa...

É como se estivéssemos ali
Durante os séculos fazendo amor
É como se a vida terminasse ali
No fim do corredor...

Dois olhos negros!
Dois olhos negros!
Dois olhos negros!
Dois olhos negros!...

...

A dor e a delícia de ser o que é. Deixar que os outros nos façam bem.
Aceitar o que vem de graça. Thanks =)
posted by Genivalda at 1:52 PM -




Sexta-feira, Janeiro 04, 2008


Tatá, Naniquinha, Branquinha, Catherina, Brinquedinho, Canastrona...

Minha Deborah atabalhoada. Branquinha e flacidazinha...

E muita coisa vai ficar desse capítulo. Queria poder dizer aqui, em público. Queria publicar o que sei, o que vi. Mas não posso.

Tenizinho vermelho 33. 33!! Começou assim!

"Eu não quero ir embora sem te pedir desculpas..."

Ainda bem que o tempo foi nosso amigo. E foi tão fácil dessa vez. Tivemos tempo e oportunidade de tentar de novo. E tentamos. E apagamos o que era ruim...não sabia eu que tinha que me preparar.

Dessa vez não houve aviso, só um convite para um cinema no último dia, na última hora.
posted by Genivalda at 6:06 PM -




Quinta-feira, Janeiro 03, 2008


2008 suas fortes emoções!

:X
posted by Genivalda at 2:02 PM -




Segunda-feira, Dezembro 24, 2007


Da série "Como ser sincera e agradável ao mesmo tempo"...


Depois da escova, do baby liss, dos bobs, do laquê e do resultado:

- AAAAAAAAAA!!!! Merdaaaa! Meu cabelo ficou uma merdaaaaa!
- Peraí, que drama! Não tá tão horroroso assim também não.
- ...
- Você já penteou??

:X
posted by Genivalda at 10:16 PM -




Domingo, Dezembro 23, 2007


Não vou fazer balanço completo de 2007 porque não tenho um zuuper acontecimento para contar; pelo blog já dá pra sacar: mais dias vazios do que atualizados.

O fato é que a blusa azul no reveillon não cooperou em na-da. Acho que bem pelo contrário. Devo lembrar disso pro resto da vida: azul no reveillon é proibido.

(como o rosa funcionou em algumas vezes, seria minha cor deste ano...mas optei pelo amarelo. Na falta de um namorado lindo e maravilhoso, um bom emprego resolveria meus problemas!)

Então tá. 2007 foi praticamente a maldição em forma de dias. O que quero dizer, de uma maneira menos dramática, é que espremendo esses últimos 365 dias não ficaria nada pra guardar. Nem lembranças e nem experiências. Pelo contrário, essa receita ainda leva uma boa dose de ansiedade ruim - que se tornou uma constante em minha vida - um bocadinho de mágoas - tanto assim! - e coisas totalmente dispensáveis.

Acontece que muitas dessas coisas que eu julgava problemas dos piores me pareceram probleminhas agora nesse final de ano, quando eu vi que os problemas DE VERDADE existem. E quando passei por eles e saí intacta (saímos!).

Sim, 2007 não foi fácil para as pessoas que amo. E se meu maior medo é o medo que tenho de perdê-las, o que poderia se comparar a isso?

Nada. E é por isso que estou entrando em 2008 cagando pra todo mundo que não merece nada, pra tanta gente merda, pobre e pequena que chegou ou que foi embora. Sabendo que tudo faz sentido quando se sente na pele o que sobra. É como um kit sobrevivência. É como uma casa pegando fogo e você tirando de dentro as coisas sem as quais você não viveria. 2007 foi essa casa incendiada.

HOJE eu tenho, e sei disso, o meu kit sobrevivência completo. E desejo a tanta gente a mesma coisa, de coração.

Esse sentimentalismo todo não é o espírito de Natal (eu nem acredito que isso exista!)...é só o resultado de um fim de semana cheio de emoções pesadas...e elas nem terminaram ainda, o que deixa esse fim de ano num suspense terrível.

E diante de tanta coisa, eu não posso fazer promessas e pedidos de ano novo. A única coisa que eu quero é que 2007 deixe a gente em paz!
posted by Genivalda at 5:22 PM -




Sexta-feira, Novembro 30, 2007




Salve Salvador!!
posted by Genivalda at 10:22 PM -




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